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FFCL apresenta relatório de cesta básica de Ituverava

banner pesquisa ffclTrabalho realizado pelo curso de Administração da FFCL (Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Ituverava) apresenta boletim atualizado, agora com os dados de maio inclusos na pesquisa, coletada em Ituverava, o levantamento de dados da Cesta Básica é apresentado a partir de janeiro/16, apresentando variações em fevereiro, março, abril e maio.

A metodologia de coleta é a mesma usada pelo DIEESE, tendo seus comparativos abaixo. A cesta básica em Ituverava apresenta deflação de seus preços em fevereiro, março e abril, apresentando variação positiva apenas no mês de maio.

Também são apresentadas as horas necessárias por mês de trabalho para a compra dos produtos da cesta, usando como base o salário mínimo de R$ 880,00 ( Oitocentos e oitenta reais) e o total de horas trabalhados por mês (176 horas). A primeira variação, apresentada em fevereiro, é impactada pela queda do valor do tomate e da batata e as maiores altas, ambas com 8% são o feijão e a farinha.

A variação entre fevereiro e março é acentuada com a queda de -11% no valor do Acém e -8% no valor da banana. A maior alta foi no feijão, variando de 9%.

Entre abril e março, a queda é influenciada em grande parte com a queda do tomate e da batata (-28% e -33% respectivamente). A maior alta foi do leite, com 10%, seguida da carne, 8%.

A variação apresentada entre maio e abril representa o primeiro aumento, de 2,04%. O aumento foi impulsionado pela Batata (37%), seguido pela variação do Leite (5%), Feijão 1kilo (4%) e Margarina (4%).

Em comparação com a cesta do DIEESE, no mês de fevereiro houve quedas em capitais brasileiras, como -1,1% em São Paulo, -2,89% em Brasília, -3,66% em Porto Alegre e chegando a uma queda de -8,45% em Vitória.

tabela1

No mês de março as capitais tiveram altas apresentadas, como 0,16% em São Paulo, 1,38% em Brasília, 2,3% no Rio de Janeiro. As quedas aconteceram nas capitais no Norte e Nordeste do país, como por exemplo -12,87% em Manaus e -7,05% em Boa Vista.

Em abril, observando os dados apresentados pelo DIEESE, houve quedas em diversas capitais do país, como São Paulo (-0,38), Rio de Janeiro (-1,55%), Brasília (-3,84%). As altas aconteceram em João Pessoa (3,96%), Recife (3,27%), Natal (2,61%) e Boa Vista (2,52%).

É importante ressaltar que os níveis dos preços acima são da ces ta bás ica apenas, não abrangendo outros itens, como serviços e vestuário por exemplo. Isso pode explicar a diferença de valores que é observado entre, por exemplo, o indicie IPCA ou IGP-M, normalmente apresentados na mídia, que tem uma diferente metodologia, utilizando outras fontes de consultas e cálculos.

Detalhes sobre a metodologia utilizada

A cesta básica, na metodologia proposta pelo Dieese, é composta pelos seguintes produtos e as respectivas quantidades:

tabela2

As coletas são efetuadas na primeira e segunda quinzena de cada mês, buscando
três marcas de cada produto (quando disponíveis) para utilizar na média. Assim
que temos todos os dados disponíveis, é feita uma comparação com a última coleta,
chegando à variação do percentual.

grafico1

Referências:
http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2016/201602cestabasica.pdf
http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2016/201603cestabasica.pdf
http://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2016/201604cestabasica.pdf

Fonte: O Progresso

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