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SUBPROJETO DE BIOLOGIA

ESCOLA PARCEIRA: Escola Estadual Capitão Antônio Justino Falleiros 
COORDENADOR DE ÁREA: Marcelo dos Santos Fernandes
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PROFESSOR SUPERVISOR: Cristiane Pianta
 
ALUNOS BOLSISTAS:
1.Dandara de Souza Cardoso; 
2.Fabíola de Fátima Junqueira; 
3.Hellen Jeniffer Sena; 
4.Leandra dos Santos Aguilar; 
5.Marcos Antonio Tosta Bino filho; 
6.Marcos Eduardo Ramos Lopes; 
7.Mariana Vigarani; 
8.Mônica Almeida da Silva; 
9.Rafael Carvalho da Silva; 
10.Ygor Oloveira Senhuk ; 
 
APRESENTAÇÃO DO SUBPROJETO
O ensino de botânica e zoologia, de forma geral nas escolas de ensino médio, se dá de forma fragmentada e descontextualizada com o cotidiano do aluno, tendo esse que memorizar conceitos a respeito de grupos e suas características morfofuncionais, muitas vezes em tabelas presentes em apostilas de cursos pré-vestibulares, sem a perspectiva evolutivo e o raciocínio lógico, fato que torna essas importantes disciplinas desinteressantes e de baixo aproveitamento cognitivo (SANTOS et al, 2007).
 
Becker (1994), ao descrever o método tradicional de ensino, pontua que o professor se coloca como superior ao aluno, pois é o transmissor do conhecimento e que o aluno seria como uma tábua rasa, absorvendo a cada novo modulo um conteúdo fragmentado. Assim as aulas são sempre as mesmas, onde o professor passa seu conteúdo ao aluno de forma passiva, reprimindo-se de forma geral a participação dos alunos, no esclarecimento de dúvidas, na exposição de suas opiniões e críticas, no desenvolvimento de raciocínios com enfoque evolutivo e associação de conhecimentos com seu cotidiano real. Além do mais, não se valoriaza a realização de aulas práticas no âmbito escolar, dando-se prioridade para a resolução de exercícios com enfoque na preparação para as provas de vestibulares.
 
Segundo Tavares (2005) a aprendizagem significativa está relacionada com a aquisição de novos conhecimentos, já segundo Ausubel (2003) para que ela aconteça são necessárias algumas condições, o material que transmite instruções deve estar estruturado de forma lógica. A aprendizagem significativa envolve a aquisição de novos significados, e na concepção de Ausubel (2003) para que ela aconteça em relação a um determinado assunto são necessárias três condições: o material instrucional com conteúdo estruturado de maneira lógica; a existência na estrutura cognitiva do aprendiz de conhecimento organizado e relacionável com o novo conteúdo; a vontade e disposição do aprendiz de relacionar o novo conhecimento com aquele já existente. Esses conceitos estáveis e relacionáveis já existentes são chamados de subsunçores; ou conceitos âncora ou ainda conceitos de esteio.
 
O presente projeto, a ser desenvolvido pelo subprojeto de biologia do PIBID, buscou testar um método alternativo de ensino-aprendizagem, para a 3ª série do ensino médio, baseado na construção e realização de práticas no âmbito escolar associadas a utilização de mapas conceituais. Os mapas conceituais, como propostos inicialmente por Novak (NOVACK et al  - 2000), são instrumentos potencialmente úteis no ensino, na avaliação da aprendizagem e na análise do conteúdo curricular (MOREIRA, 2006) e poderiam serem utilizados no ensino de botânica e zoologia.
 
O mapeamento conceitual é uma técnica que consiste em representar graficamente o conhecimento e informações (CORREIA; SILVA; ROMANO JUNIOR , 2011). Incluem conceitos na maioria das vezes dentro de caixas ou círculos, e as relações entre esses conceitos são indicadas por linhas que os interligam. Sobre as linhas podem aparecer palavras ou frases de ligação, que evidenciam os relacionamentos entre os conceitos e ajudam a esclarecê-los e que não encontram-se dentro das caixas ou círculos, isso, pois não representam conceitos (NOVACK e CAÑAS, 2010).
 
De acordo com Novack e Cañas (2010), em um mapa conceitual os conceitos inseridos nas caixas ou círculos encontram-se dispostos de forma hierárquica, os conceitos mais gerais localizam-se no topo e os mais específicos dispõem-se hierarquicamente abaixo. Eles apontam ainda que é preciso que em um mapa conceitual haja a inclusão dos chamados cross links, ou ligações cruzadas, que são as ligações ou relações que podem existir entre conceitos nos diferentes segmentos de um mapa conceitual, as ligações cruzadas possuem o objetivo de apresentar como conceitos de domínios distintos se relacionam.
 
Assim os mapas conceituais são usados para fazer-se referência a uma situação ou evento que  se tenta compreender, sua estrutura possibilita que os conteúdos principais sejam organizados de uma maneira que facilita a assimilação.
 
OBJETIVO:
O objetivo desse trabalho é o desenvolvimento de uma metodologia de aprendizagem, que auxilie os estudos dos conteúdos propostos para a 3ª série do ensino médio, baseada em dois pilares: (1) a observação e investigação prática da biodiversidade dentro do âmbito escolar e (2) a utilização de mapas conceituais para a fixação dos conceitos associados as disciplinas de botânica e zoologia. 
 
AÇÕES PREVISTAS:
1- Formação de  grupos de estudos para aplicação de conceitos de botânia e zoologia: serão realizadas reuniões mensais com os alunos bolsistas e a supervisora para estudos sobre conceitos e assuntos relacionados a botânica e zoologia a serem aplicados pelos grupos formados no subprojeto de biologia.
2- Realização de atividades práticas:  No decorrer das atividades do subprojeto os alunos desenvolverão junto aos bolsistas atividades práticas de acordo com os assuntos abordados em sala de aula. 
3- Elaboração de material didático:  No decorrer das atividades do subprojeto os  alunos bolsistas  desenvolverão material didático dos assuntos estudados utilizando-se as técnicas de mapas conceituais.
3- Socialização dos resultados do projeto: Os  alunos bolsistas, juntamente com o professor supervisor e coordenador de área, deverão participar de eventos de divulgação científica dos resultados de seus projetos em desenvolvimento. Esses resultados também  serão  socializados na comunidade escolar por meio de feiras científicas e palestras.
4-  Participação em cursos de formação: No decorrer das atividades do subprojeto os alunos bolsistas deverão participar de  cursos, oficinas e eventos acadêmicos que contribuam para a sua formação como docente.
5-  Elaboração do portifólio: O registro das atividades desenvolvidas e a avaliação do subprojeto deverão ocorrer por meio da elaboração de portifólioe, no qual os bolsistas deverão deixar suas expectativas, observações e registros técnicos. 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
BECKER, F. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos. Educação e Realidade, v.19, n. 1, p.89-96, 1994. 
CORREIA, Paulo Rogerio Miranda; SILVA, Amanda Cristina da; ROMANO JUNIOR, Jerson Geraldo. Mapas conceituais como ferramenta de avaliação na sala de aula.Revista Brasileira de Ensino de Física, São Paulo, v. 32, n. 4, p.4402-4402, 28 fev. 2011.
MORAES, Ronny Machado de. A aprendizagem significativa de conteúdos de biologia no ensino médio, mediante o uso de organizadores prévios e mapas conceituais. 2005. 175 f. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade Católica Dom Bosco, Campo Grande- MS.
Novak, Joseph D ; Mintzes, J J e Wandersee, J H (2000) ENSINANDO CIÊNCIAS PARA A COMPREENSÃO PLÁTANO LISBOA 
NOVAK, Joseph D.; CAÑAS, Alberto J.. A teoria subjacente aos mapas conceituais e como elaborá-los e usá-los. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 5, n. 1, p.9-29, 2010.
Santos, J. C. D., Alves, L. F. A., Corrêa, J. J., & Silva, E. R. L. (2007). Análise comparativa do conteúdo Filo Mollusca em livro didático e apostilas do ensino médio de Cascavel, Paraná. Ciência & Educação (Bauru), 13(3), 311-322.
SILVA, J.F.da. Avaliação do ensino e da aprendizagem numa perspectiva formativa reguladora. Equipe de Educação Infanto-Juvenil – 2° segmento – Formação continuada – Tema: Avaliação.