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SUBPROJETO DE BIOLOGIA

SUBPROJETO DE BIOLOGIA

ESCOLA PARCEIRA: Escola Estadual Capitão Antônio Justino Falleiros

COORDENADOR DE ÁREA: Prof. Dr. Marcelo dos Santos Fernandes

CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/0092823759825295

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PROFESSOR SUPERVISOR: Profa. Cristiane Pianta

ALUNOS BOLSISTAS:

1º semestre de 2017

JOELMA DE MENEZES MAGALHÃES

LAIS EDILIA DE SALES BULGARELLI

MARCOS EDUARDO RAMOS LOPES

NATALIA CRISTINA PEREIRA FURTADO

RODRIGO MARQUIORI VASCONSELLOS

2º semestre de 2017

JOELMA DE MENEZES MAGALHÃES

LAIS EDILIA DE SALES BULGARELLI

MARCOS EDUARDO RAMOS LOPES

NATALIA CRISTINA PEREIRA FURTADO

RODRIGO MARQUIORI VASCONSELLOS

APRESENTAÇÃO DO SUBPROJETO:

O Subprojeto de Biologia faz parte de um projeto maior denominado PIBID (Programa Institucional de Bolsa de Incentivo à Docência), financiado pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), e está sendo aplicado na Escola Estadual Capitão Antônio Justino Falleiros, situada no município de Ituverava/SP, desde o ano de 2014, desenvolvendo atividades com os terceiros anos do ensino médio.

O Subprojeto de biologia no ano de 2017 trabalhará o tema Sistemática Filogenética aplicada ao ensino de biologia. A Sistemática é uma  ciência que estuda a diversidade dos seres vivos, seus padrões, as relações de parentesco e a evolução (RAW, 2003). Esta metodologia foi proposta por Willy Hennig em 1950 mas só teve ampla divulgação depois de traduzida do alemão para o inglês, em 1965 (AMORIM, 2002). No Brasil, esta metodologia foi introduzida mais de dez anos depois, nos cursos de pós-graduação em Sistemática e Taxonomia. Como geralmente acontece com as novidades científicas, esta inovação demorou cerca de 20 anos para chegar aos cursos de graduação e mais dez anos para chegar ao ensino médio (MALLET & WILMOTT, 2003). As principais vantagens do uso da Sistemática Filogenética nos níveis básicos da educação é permitir uma abordagem dinâmica, diferente da usual utilizada pelos livros textos, empregando-se métodos de reconstrução das relações de parentesco entre grupos de organismos, que consiste na construção de cladogramas, que são representações gráficas em forma de árvores filogenéticas que refletam a evolução das espécies. Isso proporciona uma nova aprendizagem de como as espécies e seus grupos foram gradualmente se formando e se diferenciando, dando-se foco na evolução de caracteres que surgem espontaneamente, se diferenciam e são herdados por várias gerações ao longo do tempo (GUIMARÃES, 2005).

OBJETIVO:

O Subprojeto de Biologia tem como objetivo geral proporcionar aos alunos do curso de Ciências biológicas da FFCL-FEI a oportunidade de vivenciar, na prática, o cotidiano do trabalho do professor no ensino de Biologia em escolas públicas e, ainda, oferecer aos professores das escolas parceiras suporte para sua formação continuada e melhoria de seu exercício profissional.

Como objetivo específico, esse Subprojeto aplicará as ferramentas básicas da Sistemática Filogenéticas no ensino de biologia, como a construção de árvores filogenéticas ou cladogramas, buscando-se desenvolver uma visão crítica e diferenciada dos grupos biológicos, que muitas vezes os livros didáticos não têm, levando os alunos a entenderem melhor os processos evolutivos. Tal proposta busca aumentar o interesse dos alunos pela disciplina de Biologia através da leitura, interpretação e produção de textos, realização de atividades práticas, discussão e criação de hipóteses e apreciação da natureza de uma forma diferenciada. 

AÇÕES PREVISTAS

  1. Formação das equipes

A equipe de bolsistas do Subprojeto de Biologia é formada por alunos do curso de Ciências Biológicas citados acima. Para a composição dos integrantes sempre há um processo seletivo com edital que é disponibilizado para os alunos das licenciaturas. Os alunos interessados podem se inscrever e concorrer. São selecionados aqueles que cumprirem todas as etapas exigidas pelo Edital.

  1. Diagnóstico da escola

Em 2017 a escola parceira novamente passou por algumas reestruturações e os bolsistas realizaram, em forma de relatório, o diagnóstico da escola para registrar as modificações. No diagnóstico feito, os alunos contemplam informações sobre o histórico da escola, sobre a estrutura física e pessoal da instituição, sobre a gestão administrativa e pedagógica, sobre o perfil dos profissionais e dos alunos e a relação da instituição com a comunidade. Esse relatório foi realizado no período de março de 2017.

  1. Planejamento das ações a serem executadas pelo subprojeto

Apresentação do Subprojeto à comunidade escolar

Reunião nas dependências da escola parceira com a presença de todos os integrantes do Subprojeto (professor coordenador de área, professor supervisor e bolsistas) para apresentação do Subprojeto, dos integrantes e das propostas a serem realizadas no ano de 2017. O objetivo da apresentação é partilhar as ideias do Subprojeto com a equipe gestora e como o quadro de docentes, criando um envolvimento de todos, e também para angariar sugestões do corpo de educadores para que as ações sejam valorizadas na escola e para que o Subprojeto possa caminhar com a ajuda de todos, num processo coletivo.

Participação dos bolsistas em reuniões pedagógicas da escola parceira (ATPC)

Os bolsistas participam das reuniões pedagógicas na escola parceira. Essa atividade tem como objetivo inserir os alunos bolsistas em ambiente escolar para que eles possam refletir sobre o cotidiano escolar, vivenciar situações de formação, de decisões, de planejamento escolar. A observação dos bolsistas é registrada em forma de relatório que é entregue mensalmente.

Participação em reuniões de formação e orientação

São realizadas, quinzenalmente, reuniões entre todos os integrantes do Subprojeto para planejamento e discussão das ações referentes ao subprojeto e estudos teóricos sobre os temas tratados. As reuniões têm duração de uma hora e o objetivo é promover reflexões acerca das ações a serem realizadas para a melhoria na formação do docente supervisor e dos alunos bolsistas. As reuniões são orientadas por pautas e todos os integrantes fazem um relatório com anotações sobre as decisões tomadas.

As discussões teóricas são realizadas com base na leitura de textos acadêmicos para que tanto os bolsistas quanto o professor supervisor tenham um embasamento teórico que dê suporte às práticas desenvolvidas.

Com relação à formação dos bolsistas, os pibidianos têm a oportunidade de participar de curso de extensão, de semanas pedagógicas, de eventos científico-acadêmicos, com o objetivo de aprimorar os conhecimentos. Esse aprimoramento é acompanhado na produção de atividades, de material didático e de relatórios realizados pelos pibidianos.

  1. Desenvolver ações didático-formativas e pedagógicas

Elaboração de material didático

Com o tema Sistemática Filogenética, os bolsistas devem seguir um cronograma de atividades que explorem o ensino de evolução e a utilização das técnicas básicas da construção de cladogramas no entendimento das relações entre os diferentes grupos de organismos. Tais atividades devem culminar com a elaboração de um material didático que seja uma coletânea de trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Essas atividades constarão de aulas teórico-práticas pelos bolsistas, leitura de textos formativos, exercícios de elaboração de hipóteses, criação de cladogramas, e realização de seminários pelos alunos.

  1. Acompanhar ações do subprojeto

Além das reuniões, que também são uma forma de planejar e acompanhar as ações, as atividades realizadas no Subprojeto de Biologia são acompanhadas via elaboração de relatórios, de portfólios etc.

Elaboração de relatório

A cada ação e atividade desenvolvida pelos bolsistas há a produção de um relatório que registra como foi elaborado, como foi aplicado e qual o resultado de tal trabalho desenvolvido. Esses registros facilitam no acompanhamento e na orientação do professor supervisor e dos bolsistas para que haja aperfeiçoamento e unidade nas ações.

Elaboração de portfólio

Todos os alunos bolsistas elaboram portfólio ao final de cada ano. No portfólio constam todas as atividades realizadas no período de vigência do Subprojeto (relatório diagnóstico da sala e da escola, relatório de ATCP, relatório de reuniões de orientação e formação, resumos e resenhas de leituras teóricas, atividades elaboradas, material didático preparado, ficha de frequência, relatórios mensal e anual dos bolsistas e do professor supervisor, certificados de participação e apresentação de trabalhos em eventos científico-acadêmicos, fotos etc.). Todas as atividades são acompanhadas pelo professor supervisor e pelo professor coordenador de área. Essa ação ajuda na condução dos trabalhos, no acompanhamento do desenvolvimento dos bolsistas e dos alunos da escola parceira e na sistematização das atividades.

  1. Socializar resultados das ações desenvolvidas

Socialização das ações desenvolvidas

As ações e atividades precisam ser socializadas para que tanto a comunidade escolar quanto a acadêmica possa ter acesso aos trabalhos desenvolvidos. Essa socialização é fundamental para que se faça uma avaliação e uma reflexão sobre o planejamento, a implementação e os resultados obtidos pelo Subprojeto.

Planeja-se, ao final do ano de 2017 a exposição dos trabalhos realizados pelos alunos na escola parceira para que equipe docente e gestora, pais, funcionários e integrantes do Subprojeto pudessem apreciar. Além disso, a socialização também é feita em site na página da FFCL/Ituverava-SP e em meio acadêmico, com participação em eventos científicos.

Participação em Eventos

Os bolsistas têm participado de eventos acadêmicos com apresentação de trabalhos em forma de painel e em forma de apresentação oral. Essas participações oportunizam a divulgação das ações desenvolvidas e os resultados obtidos com o trabalho no Subprojeto. E também é uma forma de adquirir e trocar experiências e novos conhecimentos.

REFERÊNCIAS

AMORIM, D.S. Fundamentos de sistemática filogenética. Holos Editora, Ribeirão Preto,

2002. 136p.

GUIMARÃES, M. A. (2005). Cladogramas e Evolução no Ensino de Biologia. 2005. Dissertação (Mestrado em Educação para a Ciência) - Faculdade de Ciências, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Bauru.

MALLET, James; WILLMOTT, Keith. Taxonomy: renaissance or Tower of Babel?. Trends in Ecology & Evolution, v. 18, n. 2, p. 57-59, 2003.

RAW, A. (2003) Sistemática Filogenética no currículo universitário. Ciência Hoje, v. 32, n. 190, 59-61.